Fomos fazer entrevista com uma turma de alfabetização de adultos na escola Ayrton Senna. Fiquei encantada com aquelas pessoas.Trabalhadores, mesmo depois de um dia de luta, não deixam de ir a escola. Quando chegamos, nos apresentamos, e lançamos a proposta para eles.Um deles nos questionou, a finalidade do trabalho.Foi muito bom perceber que aquelas pessoas além de aprenderem o código linguístico, estão sendo estimulados a questionar, a não aceitar as coisas sem lutar pelos seus direitos.
Entrevistei um senhor, quando perguntei que tipo de aula que ele mais gostava, se era fora da sala de aula, ele logo falou- Não tem como aprender sem estar na sala, escrevendo.Estas palavras me chamaram a atenção.Eles percebem a construção da aprendizagem somente através da escrita, dos bancos escolares.
Entrevistei uma senhora de 53 anos, que me falou que a melhor coisa do mundo era estudar, poder pegar um ônibus e saber ler para onde ele vai.Lembrei do documentário de Paulo Freire, nele teve um relato, dando importância a esse fato.Parece uma coisa tão simples que para eles tem muito significado, uma maior autonomia.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Como imagina que seria uma proposta de aula interessante para eja?
Que remeta aspectos relevantes para essa realidade de educando;
Que eles possam compreender seu meio e propor mudanças;
Que as aulas partam do interesse de grupo;
Que eles possam interagir em seu meio como pessoas ativas e formadoras de opinião;
Que possam sentir no professor um amigo que está ali para ajudá-los, mediando sua aprendizagem;
Que faça a diferença em sua vida o conhecimento adquirido com o grupo;
Que ele não se sinta em um ambiente onde o erro seja apontado como um "certificado de burrice", e sim, uma forma de reconstrução de pensamento, tornando-o um erro construtivo;
Que remeta aspectos relevantes para essa realidade de educando;
Que eles possam compreender seu meio e propor mudanças;
Que as aulas partam do interesse de grupo;
Que eles possam interagir em seu meio como pessoas ativas e formadoras de opinião;
Que possam sentir no professor um amigo que está ali para ajudá-los, mediando sua aprendizagem;
Que faça a diferença em sua vida o conhecimento adquirido com o grupo;
Que ele não se sinta em um ambiente onde o erro seja apontado como um "certificado de burrice", e sim, uma forma de reconstrução de pensamento, tornando-o um erro construtivo;
O que diferencia esse projeto de um PA?
Acredito que seja o fato do Projeto, não partir de uma pergunta norteadora, e sim, de um assunto específico.Com o PA, a criança passa a ter que procurar estratégias para descobrir respostas.Com o Projeto, por mais que parte do interesse da criança, que propicie muito estímulo , o professor o redireciona de acordo com o que acha pertinente para a construção da aprendizagem de seu aluno.
Acredito que seja o fato do Projeto, não partir de uma pergunta norteadora, e sim, de um assunto específico.Com o PA, a criança passa a ter que procurar estratégias para descobrir respostas.Com o Projeto, por mais que parte do interesse da criança, que propicie muito estímulo , o professor o redireciona de acordo com o que acha pertinente para a construção da aprendizagem de seu aluno.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
DOCUMENTÁRIO -PAULO FREIRE
A construção do conhecimento deve ser voltado entre a razão e a emoção;
A educação precisa fazer parte de todo um contexto;
Situações significativas chegando a um tema gerador;
Trabalhar muito com a oralidade;
Pedagogia do erro, passando a ser construtivo;
Propor situações de conflito, de desafio, desenvolvendo a autonomia, fazendo a construção de respostas;
A professora como mediadora, faz questionamentos fazendo com que a pessoa se de conta.Percebendo hipótese, fazendo uma desconstrução do aprendido ( genese );
Resgatando sonhos de mundo, as utopias;
Tratar da realidade vivida;
Trabalhar diferentes linguagens, o lúdico ,o simbólico.Trazendo diferentes realidades;
Chegar ao contexto de mundo que eles conhecem;
O ambiente escolar não está a parte da sociedade, e sim, deve fazer parte desse contexto;
O adulto canaliza o erro e acaba fugindo, se dando a evasão escolar;
Perfil do professor em momentos de desequilíbrio ( acolhe, ampara );
Utilização de novas competências:
-Pedagogia de Projetos
-Centro de Interesse
-Tema Gerador
Elementos comuns:
aprendizagem-reconstrução do saber
parte de um foco-temática
parte do interesse do aluno
vivência de mundo do aluno
aluno como protagonista
interação
conflitos
autonomia
ação
avaliação permanente
concretude: materialidade, ensino ativo
relação: saber escolar, saber cotidiano
aluno, eu sou capaz
diálogo-perceber, tentar entender o aluno, servir de impulso para nossa aula
pesquisa sociocultura
circulo de cultura ( debate da leitura de mundo)
Temas geradores, palavras chaves ( parte da escrita e da leitura )
Muito interessante esse documentário, pois tivemos relatos do grande Paulo Freire, nos falando do saber pedagogico; entrevistas com grupos da EJA,contando como se sentem,as mudanças em suas vidas, a conquista da autonomia, com a construção da escrita;Vivências de alfabetização de adultos mostrando a postura do professor frente a esse desafio.
A educação precisa fazer parte de todo um contexto;
Situações significativas chegando a um tema gerador;
Trabalhar muito com a oralidade;
Pedagogia do erro, passando a ser construtivo;
Propor situações de conflito, de desafio, desenvolvendo a autonomia, fazendo a construção de respostas;
A professora como mediadora, faz questionamentos fazendo com que a pessoa se de conta.Percebendo hipótese, fazendo uma desconstrução do aprendido ( genese );
Resgatando sonhos de mundo, as utopias;
Tratar da realidade vivida;
Trabalhar diferentes linguagens, o lúdico ,o simbólico.Trazendo diferentes realidades;
Chegar ao contexto de mundo que eles conhecem;
O ambiente escolar não está a parte da sociedade, e sim, deve fazer parte desse contexto;
O adulto canaliza o erro e acaba fugindo, se dando a evasão escolar;
Perfil do professor em momentos de desequilíbrio ( acolhe, ampara );
Utilização de novas competências:
-Pedagogia de Projetos
-Centro de Interesse
-Tema Gerador
Elementos comuns:
aprendizagem-reconstrução do saber
parte de um foco-temática
parte do interesse do aluno
vivência de mundo do aluno
aluno como protagonista
interação
conflitos
autonomia
ação
avaliação permanente
concretude: materialidade, ensino ativo
relação: saber escolar, saber cotidiano
aluno, eu sou capaz
diálogo-perceber, tentar entender o aluno, servir de impulso para nossa aula
pesquisa sociocultura
circulo de cultura ( debate da leitura de mundo)
Temas geradores, palavras chaves ( parte da escrita e da leitura )
Muito interessante esse documentário, pois tivemos relatos do grande Paulo Freire, nos falando do saber pedagogico; entrevistas com grupos da EJA,contando como se sentem,as mudanças em suas vidas, a conquista da autonomia, com a construção da escrita;Vivências de alfabetização de adultos mostrando a postura do professor frente a esse desafio.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
TRABALHAR COM PROJETOS

Muito importante, pois nos dá uma base para iniciarmos nossa caminhada. Partindo do interesse das crianças, remetendo a aspectos que o professor acha necessário para o processo da construção do conhecimento.


Estamos com o Projeto Horta, onde tivemos três passos importantes:
Confecção de uma composteira, horta na escola e horta de subsistência nas casas dos alunos da turma.
Pensando na importância de cultivarmos hortaliças para o consumo familiar.Iniciamos o projeto, onde fomos até a casa das crianças para por em prática a proposta do plantio, com o propósito das criança junto com sua família cuidar do desenvilvimento das plantas,trazendo relatos sobre a mesma.

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Confecção de uma composteira, horta na escola e horta de subsistência nas casas dos alunos da turma.
Pensando na importância de cultivarmos hortaliças para o consumo familiar.Iniciamos o projeto, onde fomos até a casa das crianças para por em prática a proposta do plantio, com o propósito das criança junto com sua família cuidar do desenvilvimento das plantas,trazendo relatos sobre a mesma.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Como respeitar as especificidades desse grupo? ( EJA )
Acredito que temos que observar todo o contexto da história dessas pessoas, levando em conta que elas estão inseridas no mercado de trabalho, tendo pouco tempo para dedicarem-se aos estudos. Penso que através do estímulo, da motivação, da compreensão do professor.Buscando aspectos que vão dar significado a vida dessas pessoas, que possam juntos encontrar sentido a esse propósito.
Acredito que temos que observar todo o contexto da história dessas pessoas, levando em conta que elas estão inseridas no mercado de trabalho, tendo pouco tempo para dedicarem-se aos estudos. Penso que através do estímulo, da motivação, da compreensão do professor.Buscando aspectos que vão dar significado a vida dessas pessoas, que possam juntos encontrar sentido a esse propósito.
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Alfabetização de jovens e adultos no Brasil
domingo, 4 de outubro de 2009
BARREIRAS QUE A EJA ENFRENTA
São pessoas que por diferentes motivos não frequentaram a escola regular, voltando para ter mais acesso ou condições de uma oportunidade no mercado de trabalho, ou apenas por querer poder ter uma maior autonomia no mundo letrado. Mas as barreiras são muitas: vergonha de voltar a escola depois de tanto tempo, medo de não ser capaz de aprender.Os interesses são bem diferentes, pois a criança através do lúdico aprende muito mais: já os adultos precisam de vivências que retratem problemas eminentes de um grupo social .
As escolas não possuem uma pedagogia voltada a essa clientela.O processo da construção do conhecimento e da aprendizagem do adulto são bem menos explorados,os currículos, conteúdos e métodos foram feitos para crianças e adolescentes e não para essa faixa-etária em questão.
As escolas não possuem uma pedagogia voltada a essa clientela.O processo da construção do conhecimento e da aprendizagem do adulto são bem menos explorados,os currículos, conteúdos e métodos foram feitos para crianças e adolescentes e não para essa faixa-etária em questão.
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Alfabetização de jovens e adultos no Brasil
sábado, 26 de setembro de 2009
Qual nossa parcela de responsabilidade em relação ao rumo da educação?
Muita, precisamos dar bons exemplos , não adianta dizer para um aluno que isso ou aquilo está errado, ele precisa observá-las refletidas no professor. Podemos fazer a diferença na vida dessas crianças.Por mais que saibamos que o papel da escola e dos pais está se transformando num só, pois eles jogam encima da instituição um compromisso seu. Será que não seria diferente se na infância tivesse aprendido valores que poderiam estar presentes hoje.Até mesmo que ajudasse a perceber o papel da família, sua responsabilidade diante de um ser tão indefeso. Como podemos querer que a realidade mude se nós em nossa profissão podemos fazer a diferença, acabamos nos omitindo ou falando uma coisa e fazendo outra. Será que é esse tipo de ser humano que queremos para o futuro.Parece que muita coisa esta se perdendo.Professores vão para docência por falta de opção, não por amor a profissão.
Muita, precisamos dar bons exemplos , não adianta dizer para um aluno que isso ou aquilo está errado, ele precisa observá-las refletidas no professor. Podemos fazer a diferença na vida dessas crianças.Por mais que saibamos que o papel da escola e dos pais está se transformando num só, pois eles jogam encima da instituição um compromisso seu. Será que não seria diferente se na infância tivesse aprendido valores que poderiam estar presentes hoje.Até mesmo que ajudasse a perceber o papel da família, sua responsabilidade diante de um ser tão indefeso. Como podemos querer que a realidade mude se nós em nossa profissão podemos fazer a diferença, acabamos nos omitindo ou falando uma coisa e fazendo outra. Será que é esse tipo de ser humano que queremos para o futuro.Parece que muita coisa esta se perdendo.Professores vão para docência por falta de opção, não por amor a profissão.
sábado, 19 de setembro de 2009
Acreditas que seja mais complicado trabalhar com alfabetização de adultos. Por que? Quais estratégias pensas que são diferentes da alfabetização com crianças?
Acredito que seja mais complicado porque com crianças podemos ajudar na construção do aprendizado deles através do lúdico, de vivências, mas com adultos foge do interesse.Penso que com eles precisa ser voltado a realidade deles, com assuntos que remetem o seu cotidiano, sei que com os pequenos também, mas acho que será bem mais complicado essa relação de professor e aluno em se tratando de adultos. Deve ser um trabalho totalmente diferente, pois acredito que eles queiram aprender o basico, um sistema totalmente tradicional.
Acredito que seja mais complicado porque com crianças podemos ajudar na construção do aprendizado deles através do lúdico, de vivências, mas com adultos foge do interesse.Penso que com eles precisa ser voltado a realidade deles, com assuntos que remetem o seu cotidiano, sei que com os pequenos também, mas acho que será bem mais complicado essa relação de professor e aluno em se tratando de adultos. Deve ser um trabalho totalmente diferente, pois acredito que eles queiram aprender o basico, um sistema totalmente tradicional.
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Alfabetização de jovens e adultos no Brasil
RESPEITO
Fiquei muito feliz em ver o relato de nosso colega Édson, pois acredito que como ele, muitos colegas pensaram em postar algo semelhante, mas não tiveram coragem; e muito triste em perceber que estava falando de docentes, esses que teriam que ser exemplos como discente, envergonham a classe. Admiro sua coragem de colocar esse desabafo em seu Blog.
Ficava espantada no início do curso com a forma que meus colegas se portavam , na falta de educação de deixarem a sala antes do término das aulas. Espero que esse desabafo não seja em vão, que as pessoas realmente parem para pensar em suas atitudes e em seu compromisso diante desse fato, pois grandes pessoas se fazem com pequenas ações. Se queremos mudança,sermos valorizados, precisamos retomar conceitos.Meu sonho sempre foi ser professora, tenho muito orgulho da minha mãe que atuou nessa área por muitos anos,no seu tempo era um honra ser mestre, hoje, já não tem mais tanto valor.Me pergunto, será que não temos uma parcela de culpa nessa mudança?
Ficava espantada no início do curso com a forma que meus colegas se portavam , na falta de educação de deixarem a sala antes do término das aulas. Espero que esse desabafo não seja em vão, que as pessoas realmente parem para pensar em suas atitudes e em seu compromisso diante desse fato, pois grandes pessoas se fazem com pequenas ações. Se queremos mudança,sermos valorizados, precisamos retomar conceitos.Meu sonho sempre foi ser professora, tenho muito orgulho da minha mãe que atuou nessa área por muitos anos,no seu tempo era um honra ser mestre, hoje, já não tem mais tanto valor.Me pergunto, será que não temos uma parcela de culpa nessa mudança?
sábado, 12 de setembro de 2009
LIBRAS:
Tivemos a primeira aula de libras, foi muito interessante compreender um pouco como é feito a comunicação entre surdos. Aprendemos as letras do alfabeto e a formação dos números. Uma forma de diálogo que exige muita motricidade fina. Eu sempre pensei que era certo usar a nomenclatura surdo-mudo, a professora explicou que existe uma forma de se comunicar, portanto, não são mudos.Também que todo o surdo, além do batizmo oficial é feito um ato simbólico no qual é dado o nome de acordo com uma característica peculiar da pessoa e que a expressão facial é fundamental para facilitar a comunicação.
Atuo em duas escolas, quando estou indo para a instituição de ensino, encontro jovens que estão saindo da APADA, fico encantada em observar a maneira que eles se comunicam, vou um bom caminho com eles, procuro observá-los discretamente, porque acredito que deve ser comum a curiosidade das pessoas e não sei até que ponto não os frustra. Percebo que eles se relacionam muito bem, tendo as mesmas características de qualquer jovem que não possui nenhuma limitação.
Atuo em duas escolas, quando estou indo para a instituição de ensino, encontro jovens que estão saindo da APADA, fico encantada em observar a maneira que eles se comunicam, vou um bom caminho com eles, procuro observá-los discretamente, porque acredito que deve ser comum a curiosidade das pessoas e não sei até que ponto não os frustra. Percebo que eles se relacionam muito bem, tendo as mesmas características de qualquer jovem que não possui nenhuma limitação.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL
Nossa nova interdisciplina será ministratada pela professora Danise, ela explanou um pouco sobre as consepções da EJA. História, mais voltada a escolarização; a importância de compreendermos a ligação da EJA, com a educação popular.Ela relatou que a EJA, só se estruturou como escola, com muita luta política.
Acredito que será muito importante conhecermos essa nova realidade, pois nossa clientela são crianças. Deve ser bem mais complicado desenvolver um trabalho de alfabetização com adultos.
Não possuo nenhuma experiência com esses discentes. Será um novo desafio, espero que positivo.
Acredito que será muito importante conhecermos essa nova realidade, pois nossa clientela são crianças. Deve ser bem mais complicado desenvolver um trabalho de alfabetização com adultos.
Não possuo nenhuma experiência com esses discentes. Será um novo desafio, espero que positivo.
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