domingo, 28 de novembro de 2010

MINHA PROPOSTA PEDAGÓCA COM RESPALDO TEORICO

Minha caminhada docente é bastante curta, tenho apenas quatro anos de experiência na área.
Sofri muitas críticas por parte de colegas devido a minha ação pedagógica. Pensava em vários momentos estar errada, pois as pessoas que lançavam comentários negativos a respeito de meu trabalho eram profissionais que estão atuando no ofício a bastante tempo. Tenho como defesa em meu TCC, as vivências, como tal, jamais poderia deixar de levar em conta, apesar desses professores não terem formação universitária eles possuem um conhecimento muito grande devida a experiência.
Porém, na minha caminhada acadêmica pude perceber que estava no caminho certo, tendo lido muitas colocações de verdadeiros mestres como: Freire, Piaget, Decroly. etc. Percebo a educação sendo bem mais ampla que um quadro e classes, não concordo com a forma de agir, de pensar de muitos colegas, mas também sei que eles não mudarão sua linha pedagógica. Acredito muito nos cursos de atualização e aperfeiçoamento, almejando uma melhoria na formação profissional dos profissionais, pena que apesar dos esforços da Secretaria de Educação, são poucos que mostram interesse em frequentar. Quantas vezes ouvi comentários:___ Não preciso aprender mais nada, já sei o suficiente, ou ___ Para que participar, para ouvir besteiras!
Uma visão alienada, bem Behaviorista.
Penso que um bom profissional precisa: não ter vergonha de admitir que não sabe, que está sempre pronto a novos desafios e que sem dúvida, ame muito o que faz.

domingo, 21 de novembro de 2010

ESTAMOS NA RETA FINAL.....

Nossa como foi intenso tudo o que vivenciamos, aprendemos com a interação do grupo.
Para mim esse curso representa bem mais que o aperfeiçoamento em meu ofício. Percebo que mudei como pessoa, aprendi a lidar com meus medos, pude observar que todas as pessoas têm receios, basta saber lidar com eles para que não tenha uma proporsão maior que a realidade em questão.
Fiz muitos amigos, pessoas que pude ter o praser de conviver, e se não fosse o curso, quem sabe, nunca teria conhecido.
Tutores maravilhosos no Polo: a Celi, Bete,Cheila quanta paciência tiveram que ter comigo no início do curso, pois não conseguia fazer nada, não tinha nenhum conhecimento quanto a informática.
E as tutoras à distância, com um destaque mais que especial na dedicação da Simone Bicca, muito dos meus progressos devo a ela que nunca desistiu de mim, quantas madrugadas, perdendo sono tentando me ajudar, essa menina vale ouro!
A professora Ana, tem sido maravilhosa, mostrando para mim a todo o momento que sou capaz, me estimulando a ir em frente. Quero um dia poder ser como ela, vou me espelhar na sua conduta para crescer como pessoa e profissionalmente.
A tutora Cátia, tem me auxiliado muito em todos os momentos, não medindo esforços para eu dar o meu melhor.
Enfim, toda a família PEAD, colaborou muito para o meu crescimento pessoal e profissional.

sábado, 13 de novembro de 2010

TCC

Estava apavorada no início, pois não sabia como começar. Haviam muitas dúvidas.
Meu TCC, procura detectar:
Como as vivências significativas e a participação da família poderão influenciar no desenvolvimento integral do aluno.
Penso que a vivência representa a base sólida para a construção do conhecimento. A interação com o meio é fundamental para a aprendizagem e a família é peça fundamental nesse processo. Bem como, o professor e o aluno.
O processo de alfabetização pode ser representado por um tripé:
O professor que propicia;
A família que apoia;
E sem dúvida, a vontade que o aluno tem de aprender;
O que nós professores precisamos estar atentos é que o estímulo é fundamental e em se tratando de crianças o lúdico precisa estar presente sempre. Até mesmo nós adultos, gostamos de ser presenteados com momentos lúdicos, quando precisamos participar de alguma palestra, curso, como é bom quando não é apenas verbalmente, quando somos incentivados a interagir, a participar. Quando o palestrante não apenas expõe, mas passa de forma atrativa sua mensagem.
Gostei muito da proposta presente na Escola da Ponte, como aquelas crianças tem autonomia, responsabilidade, retratando o olhar diferente que eles percebem a escola, diferente da nossa realidade.
O construtivismo existe apenas no PPP, onde é usado termos bonitos, ideias inovadoras que parecem ser esquecidada no dia a dia de sala de aula.
Creio que os cursos de atualização e aperfeiçoamento são fundamentais, mas nada adianta se o professor não mudar sua postura diante de seus alunos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ESTÁGIO


Foi uma experiência maravilhosa, pude perceber que podemos possibilitar a nosso aluno várias vivências, onde ele possa interagir em seu meio, fazendo uma reeleitura de mundo.Acredito muito nos projetos, com os pequenos procuro envolver temas com uma semana de trabalho. Gosto muito de projetos alusivos a datas importantes, mas claro, as que os alunos dessa faixa etária possam interagir e compreender.Em todos os projetos que tenho trabalhado existe a participação da família. Iniciamos com a criação da página, onde a família vai interagir com seu filho. Para garantir a participação de todos. No dia da primeira reunião do ano letivo levei essa proposta para os pais, onde uma vez por semana ( terça ou quarta ) seriam avisados mediante bilhete qual seria a meta da semana.Uma coisa que é bom salientar que abri um leque de possibilidades onde poderia participar irmãos maiores que 12 anos, tia, tio, avô, avó, madrinha, os pais, enfim, alguém que possuísse uma ligação afetiva com a criança, pois entendo que os pais trabalham. No primeiro momento foi bastante complicado, pois tinha alguns familiares que tinham pouco ou nenhuma experiência com o computador, como tinha outros que foi bem fácil. Levamos duas aulas para concluir o trabalho, mas conseguimos.Depois fizemos o concurso dos ninhos de sucata, dentro do Projeto Páscoa, onde alguém da família veio à escola para confeccionar com o aluno o ninho. As crianças que não tiveram nenhuma representação foram ajudadas pelos familiares dos outros colegas e por mim. Foi muito interessante observar a motivação deles, percebo que estão construindo uma relação de amizade e isso é muito importante para as crianças. Meu objetivo não era que tivesse ganhador, e sim, a participação, mostrar que podemos reaproveitar muito do que jogamos fora. Não teve um vencedor, mas sim, todos, que participaram, levando um singelo presente.. Percebi que aquela tarde os pais e crianças saíram satisfeitos com o resultado.No Projeto Famílias confeccionaram os bonecos, essa foi sugestão do Crediné, pois levei um deles na Banca, e expliquei que as crianças se apegavam muito a ele durante todo o ano, pois eles interagem, formando palavrinhas. Os mesmos estão de uniforme, para além da proposta da alfabetização lúdica, tem o fato deles fazerem parte de uma instituição. Foi tão interessante, pois um ajudou o outro e quem não conseguiu vir no dia mandou o boneco pronto, com o comprometimento da participação da criança na confecção.Esses estão com roupa de passeio. Agora quando falta, dobra a letra, temos essas outras para formarmos a palavrinha e no final do ano eles poderão levá-los para casa. São 26 bonecos, onde cada criança tem uma letra e a professora também, pois são 25 alunos e falta um boneco para formar o alfabeto completo.Tendo como base vivências significativas, onde o educando possa em ações concretas construir seu conhecimento. “Educação focada na criança, com o uso do material concreto” ( Maria Montessori).As crianças nessa fase estão, segundo Piaget, nas operações concretas, ou seja, não são capazes de assimilar o abstrato, precisando muito do concreto.Não adianta falarmos em ‘Lixo Orgânico, para os pequenos, eles precisam experiênciar.No dia 17/04, sábado, minha turma e seus familiares foram ao Centro Ambiental, puderam ter vivências muito significativas, onde tivemos dois profissionais abilitados explanando sobre cada local. Conhecemos o Relógio Medicinal ,ele é redondo, tem o corpo humano bem no centro ,onde estão marcados os horário certos para ser ingeridos cada chá.; as plantas nativas e as exóticas, função das mesmas; os Vivários, onde ficam as mudas;a Composteira; o Minhocário; a cozinha, onde são ministrado os cursos; as hortas.A importância de uma alimentação saudável, foi nos servido um lanche com suco de Capim Cidró e bolacha integral com Patê de Ervas; A reciclagem do óleo de cozinha que já foi utilizado que pode ser transformado em combustível e sabão.; e as pilhas conhecemos o boneco, onde são armazenadas as mesmas, feito de sucatas.O perigo para a natureza dos resíduos que podem sair da pilha ao contato com o solo.Foi nos explicado que uma pilha, não causa nenhum efeito, mas o problema é quando se multiplica , pois se cada pessoa jogar no solo, logo teremos toneladas, que apresentarão grave perigo para a população. Que com a cinza do fogão amarrados num pano, é um ótimo alvejante. Dentre as muitas coisas que tiveram acesso na visita, puderam observar a importância de ingerirmos uma alimentação saudável e puderam conhecer o processo da compostagem. Fizemos uma composteira na escola, onde todos os dias iremos recolher no refeitório cascas de frutas, verduras para que as crianças acompanhem e percebam a importância desse “ lixo orgânico” para termos um solo propício para o plantio de hortas e que podemos ao invés de jogarmos no lixo, termos em um pequeno espaço do quintal esse depósito, para se possível cultivarmos hortaliças e evitar que essa parte vá para a reciclagem.Na Usina de Reciclagem de Sapiranga existe um processo onde eles vão peneirando e esses dejetos são separados e processados para se transformarem em adubo.Fomos conhecer 9 família e alunos) a Usina de Reciclagem de nossa cidade, para que eles possam observar o que acontece com o “ lixo” que sai de suas casas, como se dá a reciclagem, a importância dela para a economia do município e para a natureza.Tivemos o Projeto Literário, pois na cidade tivemos a Feira do Livro, e o autor homenageado foi Pedro Bandeira. “Na “terça feira os pais foram á escola e apresentei uma de suas obras” O nome da gente”, após, os pais contaram para os demais a origem do nome de seu filho, o porquê de ter escolhido esse nome, fizemos um livro, com a participação de todos, os pais digitaram e as crianças fizeram a ilustração, a professora ajudou as crianças que estavam sem nenhum familiar. Esse aspecto é importante salientar, pois as próprias crianças pedem para quem os acompanha que ajude seu colega, acho um exemplo de solidariedade para com os colegas. A professora fez o convite para a família na informática, após discutirmos no grupo como iríamos confeccionar. Na sexta-feira, dia 23/04, a turminha foi na Feira do Livro, com os familiares.O Projeto Horta iniciou, à partir da visita ao Centro Ambiental, fizemos uma composteira, depois, nossa horta. Quero que eles dêem sugestões sobre o plantio. Depois que estavam no tempo de colher, fizemos bolo e suco, com a ajuda dos familiares. Esse projeto da horta será paralelamente com outros no decorrer do ano. ”A educação problematizadora trabalha a construção de conhecimentos a partir da vivência, de experiências significativas”( Paulo Freire).Quero levar essa proposta para a casa das crianças, onde iremos fazer os canteiros. As famílias terão que trazer para a escola relatos sobre o desenvolvimento dessas mudas,Tudo que vivenciarmos irá para a página, os pais estão empolgados, pois no dia que fomos para o Centro Ambiental estavam tirando fotos para anexar. Combinei com os pais que eles têm livre arbítrio para colocarem tudo que acreditem ser importante na página, porem, deixei claro que deve ser com a participação efetiva do aluno.Pretendo fortalecer os laços da escola com a família, onde os pais possam compreender a importância da participação e do comprometimento, em prol do educando.”Pedagogia Social”( Celestino Freinet )Acredito que o primeiro ano precisa ter a constante presença do lúdico; de vivências, pois eles precisam compreender através da interação com o meio;A alfabetização se dá através de experiências significativas e a família é peça fundamental nesse processo.

domingo, 24 de outubro de 2010

EXPERIÊNCIAS COM GRUPOS DE EJA:

Fomos fazer entrevista com uma turma de alfabetização de adultos na escola Ayrton Senna. Fiquei encantada com aquelas pessoas.Trabalhadores, mesmo depois de um dia de luta, não deixam de ir a escola. Quando chegamos, nos apresentamos, e lançamos a proposta para eles.Um deles nos questionou, a finalidade do trabalho.Foi muito bom perceber que aquelas pessoas além de aprenderem o código linguístico, estão sendo estimulados a questionar, a não aceitar as coisas sem lutar pelos seus direitos.Entrevistei um senhor, quando perguntei que tipo de aula que ele mais gostava, se era fora da sala de aula, ele logo falou- Não tem como aprender sem estar na sala, escrevendo.Estas palavras me chamaram a atenção.Eles percebem a construção da aprendizagem somente através da escrita, dos bancos escolares.Entrevistei uma senhora de 53 anos, que me falou que a melhor coisa do mundo era estudar, poder pegar um ônibus e saber ler para onde ele vai.Lembrei do documentário de Paulo Freire, nele teve um relato, dando importância a esse fato.Parece uma coisa tão simples que para eles tem muito significado, uma maior autonomia.
Não me via trabalhando com essa realidade de alunos, pois sempre pensei que seria muito difícil, com crianças existe uma gama maior de formas, recursos para atraí-las, estimulá-las. Com as pessoas adultas, precisa ser um trabalho tradicional. Com as vivência da interdisciplica de Alfabetização de Jovens e Adultos pude perceber que são pessoas maravilhosas e que podemos desenvolver trabalhos interessante. Podendo propor assuntos do dia-a- dia, onde eles possam desenvolver a criticidade, podendo ter mais autonomia, a apartir do momento que estão alfabetizados.

sábado, 16 de outubro de 2010

VIVENCIAS

Acredito muito na importância da interação com o meio, para a construção da aprendizagem.
A criança precisa vivenciar, experiênciar para poder refletir, formando uma opinião sobre o assunto.
Atuo com primeiro ano, e essa interação com o objeto é muito importante. Essa semana quando estávamos em baixo de uma árvore, levei-os para conhecer uma espécie linda, para que eles pudessem observar suas partes. Eles não tinham ideia do que era a raiz. Está árvore possui uma copa bem grande,com um tronco muito grosso e com parte de suas raízes para fora, foi uma alegria.Voltando a escola, como vivenciaram esse conhecimento, não tiveram nenhuma dificuldades em montar a árvore com suas partes.
De acordo com Piaget, o conhecimento não está no sujeito nem no objeto, mas ele se contrói na interação do sujeito com o objeto.
Está fala retrata nas ações vivenciadas, para produzir a capacidade de conhecer, resultando no conhecimento. A criança precisa interagir construir sua aprendizagem, estabelecendo sua própria forma de ver e de pensar sobre às coisa, reconstruindo, através de uma reflexão que ela fará sobre o que descobriu.
Não será a forma que o professor acredita, mas sim o ponto de vista dela.
Quando contamos uma história com a intenção que os alunos reflitam sobre , não podemos querer que nosso ponto de vista seja o mesmo da criança, não que ela não possa compreender, mas é uma percepção que teve sobre aquele assunto, uma construção feita por ela, nesse momento, está aprendendo
Penso que para podermos ter um futuro onde o aluno possa ser capaz de construir sua autonomia, respeitar a forma de ver e de pensar dos outros, incluir não excluir, tornar-se uma pessoa crítica e usa-lá em benefício de todos, não apenas em nome de seus interesses .
Precisamos, nós professores, refletirmos em nossas ações diárias e perceber que o comodismo, a intolerância e a falta de vontade, não nos ajudará em nada. Vamos ouvir nosso aluno, para podermos propor um aprendizado que vá realmente de encontro com as aspirações, os desejos dessas crianças estabelecendo significados, mostrando que podemos ser flexíveis e caminharmos juntos em busca de uma educação mais eficaz e prazerosa..

domingo, 10 de outubro de 2010

VIVÊNCIAS COM INCLUSÃO

Foi muito importante essa interdisciplina, pois trata de um assunto que podemos enfrentar em qualquer momento da nossa caminhada docente. Antes ficava em pânico só de pensar de poder um dia ter algum caso na minha turma. Hoje percebo que tinha essa postura porque não tinha nenhum preparo. Quando iniciei a contrução do Dossiê de Inclusão, comessei a prestar a atenção no meu entorno e me interessar por essa realidade. Foi maravolhoso as experiências que tive com o menino na qual fiz meu estudo de caso, percebi que ele possuia muitas limitações, mas que tinha muita força de vontade para superá-las.Conheci a mãe dele e ela me relatou o quanto teve que lutar para que seu filho pudesse ter dignidade, ser tratado com respeito .
Acredito que o professor precisa esstar preparado para receber essas crianças ditas especiais.
Estive muito perto de todo o trabalho feito pela professora do menino, como ela conseguia atendê-lo fazendo com que o resto da turma compreendesse e respeitasse esse colega. Acompanhei de perto a angústia da professora em pensar que o final do ano se aproxima e teria que tomar uma decisão quanto a aprovação ou reprovação dele. Por mais que ela saiba que não adianta deixar o menino mais um ano no segundo ano, ela pensa, como será que vai ser para essa criança que tem uma dificuldade enorme em comunicar-se. Ela mesma conta que levou tempo até encontrar uma forma de comunicação com ele. Como será essa nova etapa na vida dele, e esse vínculo que ele tem com a professora, pois foram dois anos de convivência.
Creio que será muito difícil, pois o menino não consegue acompanhar a turma esse ano, que é bem menos conteúdo, como será o ano que vem, que tipos de barreiras ele terá que enfrentar.
Percebo a dedicação e o amor dessa professora por ele, será que ele terá a mesma sorte com a nova professora?Pois acredito que muito do progresso do aluno depende do vínculo que ele tem com seu professor,a afetividade é um fator muito importante na relação do docente com o discente.